
The Tyrant (episódio 3 da sexta temporada) provocou sensações diversas nos espectadores: há quem fique ao lado de Cameron, que estava na pilha de deixar o tirano africano à própria sorte, e há quem tenha ficado - iniciamente - na posição de Chase, procurando dar o melhor tratamento possível ao paciente. House e Foreman não se intrometeram no mérito do caso, apenas fizeram seus trabalhos - sendo que o primeiro voltou à ativa "não oficialmente" e o segundo começa a temer por seu destino quando o mestre retornar com tudo.
Mas não quero focar muito no nosso gênio por enquanto. O que mais chocou foi o grand finale do episódio, com a revelação de que Chase, influenciado pelo que viu e ouviu do ditador, manipulou os sintomas ao trocar o sangue que foi analisado. Causou diretamente a morte do paciente para defender seus princípios - e a gente pensando que Cameron seria a pessoa que faria isso. A cena em que Foreman confronta Chase e chega a essa conclusão é espetacular: os antigos colegas ficam numa situação delicada. Se Foreman chegar a denunciar o australiano, ele perde não só a licença médica, mas também a liberdade. Sensacional o conflito e a forma como a história foi construída.
Foi muito bacana ter a antiga turma de volta diagnosticando, bem como no início da série, sem Thirteens, Taubs ou mais ninguém de fora. Pena que essa foi a última vez que isso acontece em HOUSE, já que a pupila irá sair da atração.
Mesmo com toda a trama focada na ação médica do Princeton, House morando com Wilson conseguiu ser pra lá de interessante. Obstinado, House começou a diagnosticar o vizinho de baixo usando as poucas pistas que tinha. Achei que a história não levaria a nada além da expulsão de House do prédio do oncologista, mas fiquei feliz de ter me enganado. O médico não só curou o vizinho de uma dor "imaginária" sentida há anos, como também conquistou a simpatia do cara e irá tornar a vida de todos os condôminos melhor daqui pra frente. Tudo isso com o "truque" do espelho na caixa. Cara, jurei que ele ia torturar o cidadão!
E no hospital também não foi menos engraçado, já que o hilário gênio ficou se comportando como um aluno-sabe-tudo, levantando o braço feito um pateta para dar seus palpites ou escrevendo na persiana qual era o diagnóstico correto antes do resto da turma chegar a essa conclusão.
Mestre!








