segunda-feira, 16 de junho de 2008

Porque???(me diz)


Porque é que se torna tão dificil esquecer quando assim o queremos, porquê?Porque é que não consigo esquecer quem não devo lembrar e remeter-me à minha amiga solidão, ao seu silêncio, à sua frieza, à sua imensidão? Seria tudo tão mais fácil, sim seria… Fácil como se se pudesse apagar essas memórias, memórias que se cruzam, que entram em conflito, com pensamentos que surgem no coração, pensamentos estes sem razão nem fundamento, que não passam de meras ilusões que nos alimentam o coração e nos desiludem a alma.Porque é que volta sempre a lembrança daquele sorriso, daquele olhar ou daquela palavra? A saudade que aperta quando se está longe e a saudade que incomoda quando se está perto. Desespera-se pelo som dessa voz, mas que depois de ouvir, deseja-se nunca ter voltado a ouvir-lo. O som dessa voz que costumava ser melodiosa e reconfortante e que agora me corta a alma como se de facas se tratasse.Porque é que as escolhas são feitas por um coração que primeiro age e só depois nos faz pensar nas consequências? Acções irreflectidas, pensamentos sem sentido, sonhos perdidos… Ilusões.Porquê?Gostava de um dia poder, tudo isto, explicar. Pois neste momento não encontro uma explicação credivel para as razões que me levam a amar sempre quem não devo.Porquê?

Sem esperança…


Já há muito tempo que não escrevo o que sinto, há muito tempo que te procuro e não te encontro, há muito tempo que este tormento não para. Será que o nosso amor foi levado pelo tempo? Há muito tempo tu juraste-me amor eterno, mas a unica coisa que me deixaste foi num eterno sofrimento. Já me vou acostumando a este deserto e no meio da noite dou por mim a lembrar-me do teu corpo. Por isso peço-te, devolve-me a vida que me roubaste, devolve-me a chaves do meu coraçao por favor, que foi trancado com o teu amor e nao sei como o abrir. Ninguem sabe como doi este silencio, ter que aguentar este vazio tão grande, os minutos passam sem saber. Será que o nosso amor foi mesmo levado pelo vento? Devolve me a vida… Ou as chaves do meu coraçao.
Dinho

A Solidão


Passos que agora dou sozinho, marcas solitárias que desaparecem na fina areia da praia. O vento que as leva no seu sopro.
O mar que se lhes sobre põe como um manto, as recolhe e guarda na sua imensidão para todo o sempre.
Um sempre que só eu recordarei. Com saudade? Talvez. Memórias esquecidas, memorias que quero esquecer.
Passos no dia escurecido com a solidão que em mim paira como uma nuvem. Solidão que me abraça, forte, como se de um amigo de longa data se tratasse.
Marcas na noite de breu. Ilusões projectadas na escuridão me aquecem o coração.
Marcas que desaparecem no escuro. Marcas que desvanecem juntamente com o sonho.
Não passam disso, sonhos.
Ficaram marcados, vincados no coração.
Feridas que não sararam e que ardem com uma leve recordação.
Na praia deserta, a visão das minhas solitárias pegadas entristece o meu olhar.
O mar entoa a triste melodia, o vento canta-me ao ouvido. Como doi na alma.
A solidão.
Dinho